Monólogo de um sonhador.
Alta noite. O dia teria sido normal, com o cursinho pela manhã, a tarde uma passada na faculdade de Pedagogia – bons amigos existiam lá. No entanto, faltava algo. Teria sido o recado não respondido pela amiga - aquela altura do curso passou a ser um típico amor Shakesperiano? Teria sido a dispensa, já à noitinha, de uma das meninas do condomínio? Não sei. Mas agora estava estranho. Fui então aos estudos. Nada. Volta-se a varanda, olho a rua deserta – apenas um gato branco brincando no meio do campinho de futebol – sentir saudades do animal de estimação. Foi então que a intuição chega e pôs-se a escrever suas poesias tórridas. Mesmo assim não percebeu o estranho aroma da noite, e por fim, trancou-se no seu quarto (morar no último andar de um dos prédios de condomínio complica a descida de hora em hora), fechando portas e janelas. Dormir??. Pela manhã não quis ir ao colégio. Sentiu novamente saudades de casa. Nada fez, a não ser perder o almoço no R.U (refeitório universitário) e acabou comendo macarrão instantâneo. Como era sexta, não teria aula na faculdade, mas resolveu ir visitar a turma. Ha tarde linda!!! Vários risos, show do Rock in Rio na pauta à noite, o famoso Kit Run comprado, as meninas definidas, boas conversas sobre rádio e TV (detalhe dos alunos de pedagogia querendo fazer jornalismo). Pronto? Vamos? Vamos!! 17:38 minutos. Um instante longe de toda a conversa da turma. Ninguém soube explicar. Nem o próprio. Besteira. Raciocinou rapidamente, voltando-se à saída da lanchonete e dirigindo-se a casa de um dos amigos. Muita conversa mais risos, show a começar. Chuva. Dizem que a chuva lava a alma. Essa era uma das primeiras de 2001. Ano que prometia ser maravilhoso. “Ora, aprovado no vestibular para Direito. Universidade Estadual e ainda cursando uma Federal. Bom garoto este. Posso até me despreocupar. Tenho filho Dr., você sabia?” E no instante telefone toca, todos se calam. Novamente o próprio não se tocara do retorno daquele ar estranho da madrugada passada. Mesmo assim, continuou a conversar. De um por foram se retirando da sala. Telefone voltou a tocar. Dessa vez ninguém atende. Sufoco no olhar. Buzina no portão. “Meu filho, foi um acidente. Mas está bem. Você sabe se ele tinha carteira assinada?” Neste instante a dúvida da madrugada é superada. Já se sabia, já se falava e o sentido ficou definido ali. Isso, na pergunta aniquiladora. Mas como a certeza era algo incompreensível, o próprio viajou com a esperança. Longa viagem. Parecia contrariar à última. Isso, em plena estrada a confirmação da aprovação pela boca Dele. Afinal, quem recebia a lista com antecedência para divulgar aos seus ouvintes? Enfim, Parnaíba. Frio. Frio de tremer os dentes. Inicio pensou ser do ar condicionado do ônibus. Depois viu as caras dos primos e começou o preparo. Chega a rua de casa. 5:30 da manhã. Entrada no terraço. Tia disse logo. Seu pai morreu meu filho. O avô segurando o documento do terreno do cemitério não resistiu. “deveria ser eu!!Sou velho!!” E ai desistiu-se de entender. Entrou na outra casa. Mãe no fim do corredor em deplorável pânico. De resto foi a dor. Amargura de não poder ter salvado. “O contentamento que todos pediam, mas descontente”. Logo após injurias a Deus, infinitas.
O tempo lavou a alma. O curso foi iniciado. A paixão por Ele continua. Houve comunicação. Perdão. Retomou-se o amor. Neste instante tudo já passara. A vida nova chega, através de um rebento na família. Faculdade terminou. OAB também. De tudo, ficou a certeza de que o amor plantou e agora, mesmo depois de tantas e tantas, com vovô de seu lado agora, estamos na colheita de primeiros frutos, ficando a lição passada eterna: SIMPLICIDADE, SINCERIDADE, HONRA, AMOR A TUDO O QUE SE FAZ.
Feliz NATAL!!
Alta noite. O dia teria sido normal, com o cursinho pela manhã, a tarde uma passada na faculdade de Pedagogia – bons amigos existiam lá. No entanto, faltava algo. Teria sido o recado não respondido pela amiga - aquela altura do curso passou a ser um típico amor Shakesperiano? Teria sido a dispensa, já à noitinha, de uma das meninas do condomínio? Não sei. Mas agora estava estranho. Fui então aos estudos. Nada. Volta-se a varanda, olho a rua deserta – apenas um gato branco brincando no meio do campinho de futebol – sentir saudades do animal de estimação. Foi então que a intuição chega e pôs-se a escrever suas poesias tórridas. Mesmo assim não percebeu o estranho aroma da noite, e por fim, trancou-se no seu quarto (morar no último andar de um dos prédios de condomínio complica a descida de hora em hora), fechando portas e janelas. Dormir??. Pela manhã não quis ir ao colégio. Sentiu novamente saudades de casa. Nada fez, a não ser perder o almoço no R.U (refeitório universitário) e acabou comendo macarrão instantâneo. Como era sexta, não teria aula na faculdade, mas resolveu ir visitar a turma. Ha tarde linda!!! Vários risos, show do Rock in Rio na pauta à noite, o famoso Kit Run comprado, as meninas definidas, boas conversas sobre rádio e TV (detalhe dos alunos de pedagogia querendo fazer jornalismo). Pronto? Vamos? Vamos!! 17:38 minutos. Um instante longe de toda a conversa da turma. Ninguém soube explicar. Nem o próprio. Besteira. Raciocinou rapidamente, voltando-se à saída da lanchonete e dirigindo-se a casa de um dos amigos. Muita conversa mais risos, show a começar. Chuva. Dizem que a chuva lava a alma. Essa era uma das primeiras de 2001. Ano que prometia ser maravilhoso. “Ora, aprovado no vestibular para Direito. Universidade Estadual e ainda cursando uma Federal. Bom garoto este. Posso até me despreocupar. Tenho filho Dr., você sabia?” E no instante telefone toca, todos se calam. Novamente o próprio não se tocara do retorno daquele ar estranho da madrugada passada. Mesmo assim, continuou a conversar. De um por foram se retirando da sala. Telefone voltou a tocar. Dessa vez ninguém atende. Sufoco no olhar. Buzina no portão. “Meu filho, foi um acidente. Mas está bem. Você sabe se ele tinha carteira assinada?” Neste instante a dúvida da madrugada é superada. Já se sabia, já se falava e o sentido ficou definido ali. Isso, na pergunta aniquiladora. Mas como a certeza era algo incompreensível, o próprio viajou com a esperança. Longa viagem. Parecia contrariar à última. Isso, em plena estrada a confirmação da aprovação pela boca Dele. Afinal, quem recebia a lista com antecedência para divulgar aos seus ouvintes? Enfim, Parnaíba. Frio. Frio de tremer os dentes. Inicio pensou ser do ar condicionado do ônibus. Depois viu as caras dos primos e começou o preparo. Chega a rua de casa. 5:30 da manhã. Entrada no terraço. Tia disse logo. Seu pai morreu meu filho. O avô segurando o documento do terreno do cemitério não resistiu. “deveria ser eu!!Sou velho!!” E ai desistiu-se de entender. Entrou na outra casa. Mãe no fim do corredor em deplorável pânico. De resto foi a dor. Amargura de não poder ter salvado. “O contentamento que todos pediam, mas descontente”. Logo após injurias a Deus, infinitas.
O tempo lavou a alma. O curso foi iniciado. A paixão por Ele continua. Houve comunicação. Perdão. Retomou-se o amor. Neste instante tudo já passara. A vida nova chega, através de um rebento na família. Faculdade terminou. OAB também. De tudo, ficou a certeza de que o amor plantou e agora, mesmo depois de tantas e tantas, com vovô de seu lado agora, estamos na colheita de primeiros frutos, ficando a lição passada eterna: SIMPLICIDADE, SINCERIDADE, HONRA, AMOR A TUDO O QUE SE FAZ.
Feliz NATAL!!
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